A taxa de incidência da brucelose bovina nos Açores foi de 0,2%, no final de 2009, o que representa «o valor mais baixo de sempre na região», segundo o Governo Regional dos Açores.
De acordo com os dados divulgados, as ilhas de Santa Maria, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo detêm actualmente o estatuto de “oficialmente indemnes” a esta doença, atribuído pela Autoridade Veterinária Europeia.
O plano para erradicação implementado consistiu na vacinação com a «Vacina RB51» e no recurso a sistemas de geo-referenciação, que permitiram identificar correctamente a constituição parcelar de cada exploração, automatizar o processo de trabalho no terreno e orientar o escalonamento e as saídas das brigadas de sanidade animal para o campo».
O Governo avança ainda que «os excelentes resultados» na brucelose «beneficiam também a saúde pública regional e consolidam a confiança dos consumidores» pelas produções açorianas.
A Brucelose é uma doença causada pela Brucella sp. que afecta não só bovinos, sendo uma zoonose com declaração obrigatória. Nos Bovinos temos a Brucella abortus (quase exclusivamente) e ocasionalmente a B.suis e B.mellitensis. A transmissão ocorre por via oral, venérea (rara), inseminação artificial e in útero. As portas de entrada incluem as mucosas, a conjuntiva e feridas ou pele intacta. Sabe-se que as fontes de infecção provêm de abortos, placentas, leite ou descargas uterinas. Os prejuízos económicos desta doença são inúmeros, tais como abate prematuro dos animais, sequestro das explorações com indemnizações aos produtores. Os animais infectados podem ter abortos (nos últimos 3 meses de gestação); morte pós parto ou nascimento de vitelos fracos; retenção placentária; redução na produção leiteira; inflamação das vesículas seminais, testículos e epidídimos; abcessos testiculares e artrites. O diagnostico da brucelose pode ser feita através dos sintomas de animais suspeitos, análises bacteriológicas, análises serológicas e PCR.
Brucella bovis no epidídimo © Bristol Biomedical, University of Bristol.
http://pathmicro.med.sc.edu/ghaffar/brucella.gif
Assim em explorações com efectivos oficialmente indemnes, como as dos Açores, só devem adquirir animais de explorações com o mesmo estatuto sanitário, submeter os animais a quarentena e confirmar o diagnóstico serológico negativo.
Notícia cedida pelo Jornal “Veterinária Actual” a 29 de Janeiro de 2010 e actualizada a 9 de Fevereiro de 2010
AP












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