Emergências Veterinárias

Just another WordPress.com weblog

Missões de resgate em curso para salvar espécies do Haiti da extinção em massa Dezembro 20, 2010

Filed under: Emergências Ambientais — saudepublicaue @ 10:38 pm

Durante os últimos 20 anos, muitas espécies de anuros têm desaparecido em todo o mundo, sendo que, actualmente, cerca de um terço das 6.000 espécies de sapos estão ameaçadas da extinção. Contudo, no Haiti a situação é bastante mais grave, visto que 92% das suas 50 espécies de anuros estão ameaçadas, sendo esta a percentagem mais alta em qualquer país do mundo. Sabe-se ainda que 26 destas espécies ocorrem apenas nas florestas de montanhas no sudoeste do país, aumentado assim a ameaça de extinção quando ocorre desflorestação dessas zonas. Por outro lado, cerca de dois terços das 50 espécies vivem apenas no Haiti, não ocorrendo nem no país vizinho, a República Dominicana.

O Haiti está, assim, no limiar de uma era de extinção em massa semelhante à que foram sujeitos os dinossauros e muitas outras espécies há vários milhões de anos atrás. Com o objectivo de tentar reverter a situação, a Universidade Penn State, anunciou no dia 16 de Novembro a criação de um programa de salvamento no Haiti de rãs ameaçadas, bem como de outras espécies, incluindo, ainda, a criação em cativeiro e esforços de preservação genética.

“Durante as próximas décadas, muitas espécies do Haiti, de plantas e animais serão extintas porque as florestas onde vivem, que originalmente cobriam todo o país, já quase desapareceram”, disse Blair Hedges, um professor de biologia na Universidade Penn State e líder das missões de resgate no Haiti.  “Em particular, o declínio das rãs, visto que elas são especialmente vulneráveis, é um sinal de alerta precoce de um ambiente perigosamente deteriorando. E juntamente com o desaparecimento das rãs, outras espécies se seguirão”, disse Hedges, que é também uma das maiores autoridades do mundo em anfíbios e répteis.

A missão de resgate liderada por Hedges é parte de uma nova iniciativa apoiada pela National Science Foundation, e tem como objectivo determinar que espécies de anfíbios e répteis existem actualmente no Haiti, identificando ainda os locais onde se encontram. Esta iniciativa procura também descobrir alguma espécie que não foi ainda documentada cientificamente, transferir populações de sapos vivos para reprodução em cativeiro, e congelar células de espécies fortemente ameaçadas da extinção, para a sua preservação genética.

Blair Hedges explicou ainda que as florestas do Haiti estão a desaparecer devido ao derrube de árvores para produzir carvão para os 10 milhões de haitianos, que poucas outras fontes têm de combustível. Esta situação é muito preocupante visto que as florestas de algumas montanhas já foram removidas por completo, assemelhando-se, em certos locais, a uma paisagem lunar, somente com rochas e algumas ervas.

O professor explica ainda que as árvores não estão a ser protegidas, mesmo nos parques nacionais do Haiti, visto que os 10 guardas desarmados que lá trabalham, não podem fazer frente a cerca de 200 equipas de cortadores de árvores, armados com catanas e entre outras armas.

No website http://www.CaribNature.org/online, criado pelo professor Blair Hedges, encontra-se informação sobre o programa, bem como links de organizações de conservação de espécies que procuram resolver os problema da extinção em massa que está a afectar o Haiti e outros países das Caraíbas.

Fonte: http://media-newswire.com/release_1134177.html

 

Falsificação de Vacinas contra a Raiva na China Outubro 4, 2010

Filed under: Notícias Breves — saudepublicaue @ 3:10 pm

8 pessoas no sulca região autónoma de Guangxi Zhuang na China foram detidas por produção de vacinas falsas que poderão ter resultado na morte de uma criança, e ameaçado 1000 outras pessoas.

A vacina falsa foi identificada durante a investigação da morte de uma criança de 4 anos em Dezembro de 2009. A criança foi mordida por um cão suspeito de raiva e recebeu uma série de vacinas numa clínica local. Apesar do tratamento, a criança faleceu 3 semanas depois com sinais clínicos de raiva.

Neste momento não é claro se a morte se deveu à ineficácia da vacina, a uma reacção adversa a componentes de uma vacina preparada de forma imprópria, ou à presença de vírus vivo na vacina, de onde podería provir a infecção ao invés da mordida de cão (todas as vacinas contra a raiva, de uso humano, são inactivadas, ou seja não apresentam vírus vivos). Situações como esta poderão comprometer a confiança do público e criar um medo à vacinação, num país onde se confirmaram 2000 mortes por raiva apenas no ano passado.

fonte: http://www.wormsandgermsblog.com/

 

NOVO TEMA DO PROGRAMA DE SAÚDE ANIMAL MERIAL – VACINAÇÃO FELINA Julho 18, 2010

Filed under: Saúde Pública — saudepublicaue @ 2:53 pm

A vacinação felina é o segundo tema do Programa de Saúde Animal Merial (PSAM). Esta iniciativa foi dirigida pelos proprietários de animais de companhia e médicos veterinários. Tem como objectivo sensibilizar a população para a vacinação dos animais de estimação e demais cuidados de saúde necessários, bem como o papel importante do Médico Veterinário.

 

http://www.veterinaria-actual.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1056&Itemid=2

 

Sabe-se que doenças como a calicivirose, herpesvirose e clamidiose podem ser prevenidas ou minimizadas pela vacinação. Para além disso também alertam para a raiva, que é uma zoonose que pode afectar os nossos felídeos domésticos. Sabe-se que há mais de 3 décadas o país está sem registo de casos de raiva, no entanto é importante estar-se em alerta devido à migração de mamíferos contaminados (selvagens e domésticos). Assim, é importante esta profilaxia no caso de gatos que vivem no exterior, em contacto com espécies cinegéticas ou selvagens e gatos que participam em exposições.

Assim, a Merial pretende fortalecer o conceito da consulta anual de vacinação felina, alertando os proprietários felinos para os cuidados preventivos anuais de medicina veterinária e a detecção precoce de patologias.

Para mais informações, consulte www.euvacino.com

Neste site poderá encontrar-se informações acerca das doenças que mais afectam o seu gato, bem como as clínicas e hospitais veterinários onde poderá usufruir desta iniciativa.

Notícia cedida pelo Jornal “Veterinária Actual” a 16 de Maio de 2010

AP

 

BRUCELOSE BOVINA COM OS VALORES MAIS BAIXOS DE SEMPRE NOS AÇORES

Filed under: Saúde Pública — saudepublicaue @ 2:49 pm

 

                                                                               

  A taxa de incidência da brucelose bovina nos Açores foi de 0,2%, no final de 2009, o que representa «o valor mais baixo de sempre na região», segundo o Governo Regional dos Açores.

De acordo com os dados divulgados, as ilhas de Santa Maria, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo detêm actualmente o estatuto de “oficialmente indemnes” a esta doença, atribuído pela Autoridade Veterinária Europeia.

O plano para erradicação implementado consistiu na vacinação com a «Vacina RB51» e no recurso a sistemas de geo-referenciação, que permitiram identificar correctamente a constituição parcelar de cada exploração, automatizar o processo de trabalho no terreno e orientar o escalonamento e as saídas das brigadas de sanidade animal para o campo».

O Governo avança ainda que «os excelentes resultados» na brucelose «beneficiam também a saúde pública regional e consolidam a confiança dos consumidores» pelas produções açorianas.

A Brucelose é uma doença causada pela Brucella sp. que afecta não só bovinos, sendo uma zoonose com declaração obrigatória. Nos Bovinos temos a Brucella abortus (quase exclusivamente) e ocasionalmente a B.suis e B.mellitensis. A transmissão ocorre por via oral, venérea (rara), inseminação artificial e in útero. As portas de entrada incluem as mucosas, a conjuntiva e feridas ou pele intacta. Sabe-se que as fontes de infecção provêm de abortos, placentas, leite ou descargas uterinas. Os prejuízos económicos desta doença são inúmeros, tais como abate prematuro dos animais, sequestro das explorações com indemnizações aos produtores. Os animais infectados podem ter abortos (nos últimos 3 meses de gestação); morte pós parto ou nascimento de vitelos fracos; retenção placentária; redução na produção leiteira; inflamação das vesículas seminais, testículos e epidídimos; abcessos testiculares e artrites. O diagnostico da brucelose pode ser feita através dos sintomas de animais suspeitos, análises bacteriológicas, análises serológicas e PCR.

 

Brucella bovis no epidídimo © Bristol Biomedical, University of Bristol.

http://pathmicro.med.sc.edu/ghaffar/brucella.gif

 

                Assim em explorações com efectivos oficialmente indemnes, como as dos Açores, só devem adquirir animais de explorações com o mesmo estatuto sanitário, submeter os animais a quarentena e confirmar o diagnóstico serológico negativo.

Notícia cedida pelo Jornal “Veterinária Actual” a 29 de Janeiro de 2010 e actualizada a 9 de Fevereiro de 2010

AP

 

Ambientalistas da Quercus alertam para 40 anos de poluição na ribeira dos Milagres Maio 3, 2010

Filed under: Emergências Ambientais — saudepublicaue @ 8:32 am

Este problema foi alertado pelos ambientalistas que referem que os efluentes de explorações suínas continuam na ribeira dos Milagres, no concelho de Leiria. Desta forma exigiram às autoridades locais uma maior fiscalização e a resolução do problema. Foram 15 os ambientalistas que gritaram palavras como “Porcos na ribeira não fazem milagres” e “Milagres não pode ser a sarjeta do poder”. Houve também a participação de agentes da Comissão Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres e de alguns populares.

Assim o objectivo da manisfestação foi chamar a atenção para este caso, que infelizmente não deve ser o único.

Pedro Carteiro, do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, frisou que “são cerca de 40 anos de descargas diretas para este afluente”, apontando o Ministério do Ambiente como o “principal culpado” porque tem “havido vários levantamentos de autos que não dão em nada, ou seja, os poluidores continuam impunes”. Também referiu que “Há dez anos atrás foi assinado um protocolo entre o Ministério do Ambiente, Agricultura e os suinicultores no sentido de se instalar uma unidade de tratamento para este tipo de efluentes”, declarou, sustentando que “nada foi feito”. Assim a solução dada por este ambientalista foi “cada suinicultor tem que arranjar uma solução própria de armazenamento temporário para que nunca haja uma descarga directa ao rio sem encaminhar para tratamento, seja ele espalhamento, através de uma entidade gestora, ou entrega na ETAR [estação de tratamento de águas residuais] Norte da Simlis”.

 

Notícia do dia 24 de Abril de 2010 fornecida pelo site: http://noticias.pt.msn.com/Ambiente/article.aspx?cp-documentid=153156727

 

Acham que esta pode ser uma boa opção? O que se poderá fazer mais? Não podemos ficar simplesmente a olhar para o problema….

 

Caso desperte o seu interesse dê uma olhadela no vídeo disponível em www.lusa.pt

 

AP

 

MEDIDAS DE GESTÃO FACE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS Abril 18, 2010

Filed under: Emergências Ambientais — saudepublicaue @ 3:34 pm

Cada vez mais se fazem sentir as alterações do clima terrestre através de mau tempo (chuvas torrenciais e temperaturas muito elevadas fora da época normal), tornados, sismos, entre outras catástrofes. È importante o Homem tentar remediar alguns dos erros que cometeu através de medidas de gestão.

In http://www.hugosarmento.com.br/EBIP8.htm

Assim os ministros do Ambiente da União Europeia e da zona do Mediterrâneo reuniram-se no dia 13 de Abril em Barcelona (Espanha) de forma a poderem aprovar medidas de gestão de secas e cheias para fazer face ao fenómeno das alterações climáticas.

Segundo informação do Ministério do Ambiente, a conferência euromediterrânica sobre a água irá aprovar uma estratégia de longo prazo para a água do Mediterrâneo, tendo em conta os previsíveis impactos das alterações climáticas, sendo importante uma gestão conjunta.

Quase meia centena de países vão estar representados pelos seus ministros no encontro, entre os quais Portugal (apesar de não ser um país banhado pelo mar Mediterrânico).”A proximidade geográfica implica desafios ambientais comuns, devendo as respectivas soluções ser trabalhadas em conjunto com estes países vizinhos”, afirma a tutela.

Uma das principais linhas orientadoras da estratégia a ser aprovada em Barcelona é a relação entre a água e as alterações climáticas, através de medidas de adaptação e mitigação, com especial destaque para a gestão de secas e cheias, mitigação dos efeitos da escassez de água e combate à desertificação. Outro factor importante é a governação efectiva da água num sistema de gestão integrada de recursos hídricos, oferta de água e saneamento.

AP

(Imagem In http://www.ccme.ca/assets/images/water2_450.jpg)


(Notícia cedida pela Lusa no dia 13 de Abril de 2010, Lisboa)

Disponível no site http://noticias.pt.msn.com/Ambiente/article.aspx?cp-documentid=153007243 (dia 18 de Abril de 2010, às 16:16)

 

ALERTA: Maré negra ameaça grande barreira de coral Abril 15, 2010

Filed under: Emergências Ambientais — saudepublicaue @ 3:48 pm
Maré negra ameaça  grande barreira de coral
In DN, por FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA                             05 Abril 2010
“Petroleiro chinês encalhou num banco de areia junto à ilha de Kepel, Austrália. Está a derramar crude e ameaça um dos mais frágeis ecossistemas do mundo.

À hora de fecho desta edição, um barco da polícia permanecia junto ao navio para proceder à sua eventual evacuação. E o mar tinha sido pulverizado com um componente químico para estancar o derrame.

A Grande Barreira de Coral é o maior recife de coral do mundo, com uma extensão de cerca de 2.300 quilómetros, situada junto à costa nordeste do estado australiano de Queensland, sendo composta por cerca de 2.900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral.

A primeira maré negra de grandes dimensões foi provocada pelo naufrágio do petroleiro Torrey Canyon, no Canal da Mancha, em 1967. Na altura foram derramadas mais de 100 mil toneladas de crude que afectaram cerca de 180 km de praia.

Outra maré negra histórica foi provocada pelo naufrágio do petroleiro Almoco Cadiz, em Março de 1978, que libertou mais de 230 mil toneladas de  petróleo, contaminando 320 km de praias.

O maior desastre com petroleiros na história dos EUA foi o derrame de 40 mil toneladas de crude pelo petroleiro Exxon Valdez que encalhou num recife em Prince William Sound, Alasca, na noite de 24 de Março de 1989. Mais recentemente, Portugal e a Galiza, Golfo do México e ainda o Alasca  foram afectados.

O impacto destas  marés negras  nos ecossistemas é enorme. A  película formada na superfície da água impede a entrada da luz, que reduz a taxa de fotossíntese das plantas o que diminui a quantidade de oxigénio dissolvido na água provocando asfixia dos peixes e a proliferação de bactérias.”

 

Não é novidade para ninguém que este desastre tem um grande impacto na flora e fauna marinha, incluindo desaparecimento de espécies de coral, ameaçadas de extinção, como aves migratórias cuja rota passa pela barreira de coral. Um desequilíbrio desta magnitude nos ecossistemas da barreira de coral vai de certo provocar danos, tanto directamente aos animais como à população que deles se alimenta. (NÓS!).


É inacreditável que estes fenómenos continuem a acontecer, e que os países responsáveis não tomem medidas preventivas e de correcção…

ST, IP, JF

 

Para acompanharem o caso ver também:

http://noticias.pt.msn.com/Ambiente/article.aspx?cp-documentid=152985208